Sua agência de comunicação digital está debruçada há meses em um projeto impecável de inbound marketing que tem como objetivo desenvolver conteúdos ricos, em diferentes canais digitais, capazes de atrair mais público para a marca do seu cliente e, por fim, transformá-los em futuros compradores. Você está empolgadíssimo com a ideia de conseguir um mailing de contatos qualificado, que certamente trará bons resultados no médio e longo prazo.

No entanto, nestes tempos em que muito se fala em segurança digital, sua equipe parou para pensar em como garantir a segurança dos dados desse público? Como já acontece na Europa, entrará em vigor no Brasil uma Lei de Proteção de Dados, que institui um série de regras para defender a identidade dos consumidores, que vão muito além do clicar naquele balãozinho do “li e concordo em fornecer informações ou receber e-mails”. E a legislação já entra em vigor em 2020.

Lei de proteção de dados: o que é

O marco legal da proteção de dados pessoais acaba de ser sancionado e como principal medida institui que “informações pessoais somente poderão ser tratadas com consentimento do titular e em situações específicas”. Além disso, as empresas ou instituições que coletarem informações de terceiros estão obrigadas a excluir essas informações ao término de uma relação com o cliente que pode, a qualquer tempo, acessar os próprios dados e solicitar a correção ou atualização dos mesmos, pedindo que estes não sejam compartilhados com terceiros.

A nova norma traz ainda regras específicas para a utilização de dados sensíveis, como a origem racial étnica, posicionamento político, orientação sexual, grupo religioso o qual a pessoa pertence e é rigorosa em relação à proteção das informações sobre crianças e adolescentes.

Onde o inbound marketing entra nessa?

Se sua estratégia de inbound marketing contempla a criação de landing pages, por exemplo, que colherá dados do público alvo ou até mesmo o envio de e-mails, bem como contemplará a contratação de ferramentas para desenvolver um trabalho estratégico de qualidade, sua agência deve começar a pensar desde já em como vai se adaptar. “A partir de agora, todo o processo de inbound que envolver a captação de dados em qualquer etapa de funil deverá levar em conta essa nova realidade”, reforça Bárbara Medeiros, analista de inbound marketing da Midiatix.

Estudo da Zebra Technologies aponta que a segurança de dados é uma preocupação crescente entre as empresas, especialmente no que se refere à inteligência artificial (IoT). Nessa área aconteceu um crescimento de 18% na preocupação com a adoção de padrões de segurança. Mas como os profissionais de marketing digital podem começar a inserir essas práticas no cotidiano do trabalho desde já? Aqui vão alguns conselhos:

  • Descubra quais são precauções que o seu cliente toma na área de segurança de dados;

  • O instrua a trabalhar com empresas de domínio que já atuem políticas rígidas de segurança digital;

  • Caso ele tenha dificuldades, aconselhe a contratação de uma consultoria especializada em cyber security, como a KPMG, por exemplo;

  • Estude a nova legislação, pois você terá que saber que mensagem deve passar ao público, para convencê-lo a ceder os dados ao seu cliente;

  • Contrate ferramentas de marketing digital de empresas consolidadas no mercado e se possível peça que eles expliquem como atuam na área de segurança digital.

Um bom profissional de marketing digital ou mídias sociais não pode deixar de se envolver com a questão da segurança digital, que atingiu a reputação de empresas renomadas como o Facebook, por exemplo, vide o caso da Cambridge Analytica. Além disso, trata-se de uma questão de respeito ao público alvo das corporações que devem levar essa lição de casa muito a sério.

* Fabi Binas é coordenadora de conteúdo na Midiatix